Perdida (Carina Rissi)
ISBN: 9788576862444
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ★
"Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos..."
Quando peguei o livro para ler, confesso que não dava muito por ele. Ao passar das páginas tive uma grata surpresa. O livro foi me ganhando, me conquistando. Gargalhei, me apaixonei, passei a desejar um Ian para minha vida e também chorei.
Pode ser que não acreditem (mas por favor, tentem acreditar): de 300 e tantos livros que já li até o presente momento, "Perdida" chegou com seu All Star vermelho e deu um chute no meu até então favorito, ocupando o posto.
Sofia é uma personagem claramente do século XXI: não vive sem seu celular e computador e é adepta do pensamento de que finais felizes só acontecem em livros. É uma personagem desapegada que não pensa em casamento, namoro, nem nada relativo. Porém, muitas surpresas ainda estão por vir.
Sofia tem um emprego ruim e um chefe detestável e em um dia de trabalho, tudo começa a dar errado. Já de saco cheio, ela aceito o convite de sua amiga Nina para poder sair e se divertir um pouco.
Já no bar, Sofia resolve ir ao banheiro e como todo bom banheiro feminino, está lotado. Ela espera, espera, espera e em sua vez, na pressa, acaba por derrubar seu celular dentro da privada (quem nunca? Eu não...).
No dia seguinte, a primeira coisa que Sofia faz é ir em busca de um novo celular, pois como já dito, ela não consegue viver sem.
"Precisava comprar outro. Urgente! O que uma garota podia fazer sem celular?"
Entrando na primeira loja que viu, já foi direto para o balcão de celulares. Ali, uma vendedora muito simpática lhe oferece um celular completo, de última geração e que ainda por cima, se encontra em promoção. Sendo assim, Sofia não pensa duas vezes antes de comprar.
Assim que sai da loja, Sofia vai ligar seu novo e completo celular, mas ele não liga. Mais uma tentativa e... nada. Certo, mais uma vez... nada. Cansada de tentar, Sofia decide voltar a loja para falar umas poucas e boas a vendedora, e vai pelo caminho apertando o botão de ligar.
Então, de repente, a tela se acendeu. Começou com uma luz fraca, até que acabou ficando insuportável, fazendo Sofia fechar os olhos e acabar tropeçando em uma pedra. Quando a luz diminuiu, Sofia abriu os olhos e percebeu que algo estava diferente. Na realidade, TUDO estava diferente. Posso dizer até que Sofia estava em um século diferente.
Sofia está no meu coração por ser uma personagem completa. Ela é corajosa, defende e luta pelo que acha certo, cativa a todos a sua volta e é uma personagem atrapalhada, o que faz o livro ser cômico de uma forma que chega a ser constrangedor lê-lo em locais públicos, porque certamente você irá rir e todos ficarão tentando entender o motivo de tantas gargalhadas.
Além de Sofia, todos os outros personagens são bem trabalhados e cativam o leitor. Entre esses personagens PRECISO falar do Ian.
Por favor, gente, se alguém conseguir ler sem cair de amores por ele, venha aqui e comente a fórmula mágica.
Ian não é um badboy, ele não tem traumas em seu passado, ele é um personagem completamente diferente da maioria dos livros atuais. Ele não precisa mudar para te conquistar. Ele só tem que ser ele.
Ian também saiu do século XIX para dar um chute, muito galante e educadamente, e ocupar o posto de personagem masculino favorito.
Para finalizar, se você chegou até aqui e ainda não despertou o desejo de ler "Perdida", peço que dê uma chance. Sério, não irá se arrepender. Posso confirmar isso pelas 6 horas de fila da bienal para pegar o autógrafo no terceiro livro da série "Destinado".
"Mesmo sabendo que era errado de muitas formas, não pude deixar de sorrir. Aproximei-me dele com cautela, pronta para fugir caso seus braços começassem a me rodear, e beijei sua bochecha delicadamente.
-Também gosto de você, Ian.
E, assim como eu sabia que faria, seus braços encontraram o caminho de minha cintura, mas dessa vez fui mais rápida e disparei correndo para a casa. No entanto, depois de ter corrido apenas alguns metros, me virei para vê-lo, ainda parado no mesmo lugar, feito uma estaca, o rosto desconcertado.
- Você nem faz ideia de quanto! - eu disse, sem conseguir me conter. Ele sorriu em resposta, recomeçou a andar e eu me pus a correr outra vez."



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